Este texto abre a série em que vamos falar de cearenses ilustres, são escritores, artistas, políticos, juristas, empresários que nasceram cá em nosso estado, aliás, eu poderia novamente, como fiz em textos anteriores, me referir ao Ceará como “terras alencarinas”, nome que justamente de um destes ilustres, o grande nome cearense e brasileiro da literatura, José de Alencar.
Casa José de Alencar
Nascido em Messejana na época um município, mas hoje um bairro da grande Fortaleza, em 1829, filho de um ex-padre que tornou-se senador do Império, e neto da heroína pernambucana, radicada no Ceará, Barbará de Alencar. Em função das atribuições de seu pai, senador, sua família mudou-se para a capital do Brasil Império em 1840, e já aos 21 anos, em 1850, o cearense formou-se em direito.

Estátua de Iracema - Av. Beira Mar
Alencar exerceu várias atividades, mas entre elas destacam-se a política, foi deputado e chegou a exercer a função de ministro da justiça, e as letras, Alencar é o grande nome da prosa romântica brasileira. Aos 27 anos escreve o livro que faz seu nome despontar, chamado O Guarani (1857), é um romance indianista que mostra desde a tentativa de criar uma colônia portuguesa no Brasil, até o romance ente Ceci, uma branca e o índio Peri. Ainda hoje, O Guarani é leitura obrigatória em vários vestibulares no país.
É em outro livro que faz parte da trilogia indianista de Alencar, Iracema (1865), que nasce a mais conhecida personagem do autor, “Iracema - A Virgem dos Lábios de Mel”. O nome é tão fortemente ligado ao estado, que a virgem está imortalizada em estátua à beira mar, e teve seu nome usado para batizar o grande bairro boêmio de Fortaleza, a Praia de Iracema. Fechando a trilogia indianista, vem Ubirajara (1874).
Alencar escreveu também obras urbanas, regionalistas e históricas, sendo seus romances:
- Romances urbanos
- Cinco minutos (1857);
- A viuvinha (1860);
- Lucíola (1862);
- Diva (1864);
- A pata da gazela (1870);
- Sonhos d’ouro (1872);
- Senhora (1875);
- Encarnação (1893, póstumo)
- Romances históricos e/ou indianistas
- O Guarani (1857);
- Iracema (1865);
- As minas de prata (1865);
- Alfarrábios (1873);
- Ubirajara (1874);
- Guerra dos mascates (1873).
- Romances regionalistas
- O gaúcho (1870);
- O tronco do ipê (1871);
- Til (1872);
- O sertanejo (1875)

Praia de Iracema
Fotos licenciadas sob Creative Commons: Estátua de Iracema por Ricardo, Praia de Iracema por Tati Dias Ignácio e Casa José de Alencar por Tom Júnior.

