Cearenses Ilustres: Dragão do Mar, um herói abolicionista

enviado por Gilberto "Knuttz" Soares Filho

Dragão do Mar

Na semana que passou falamos nesta seção de Cearenses Ilustres, do grande romancista José de Alencar, homem de grande cultura, e cujos romances ainda hoje são referenciados em diversos vestibulares feitos no Brasil. Hoje vamos falar de um homem simples, um filho de Canoa Quebrada chamado Francisco José do Nascimento, ou, como entrou para a história, Dragão do Mar, um herói abolicionista.

Um dos orgulhos do nosso povo é o de sido o Ceara o primeiro território brasileiro a abolir a escravatura, isso se deu em 1884, quatro anos antes de a Princesa Isabel assinar a Lei Áurea. Em meio ao movimento abolicionista nacional, promovido principalmente por intelectuais e pessoas das artes, Dragão do Mar é uma figura destoante.

Pessoa simples, Dragão do Mar era filho de pescador e exercia a atividade de catraieiro – condutor de botes – no precário Porto de Fortaleza, Dragão do Mar foi nomeado prático do mesmo porto em 1874, e seu grande feito, desafiador e considerado heróico, foi em 1881 liderar um movimento praieiro junto aos jangadeiros, para que não se transportassem nas jangadas para navios negreiros, os escravos vendidos ao sul do país, coisa que lhe custou o emprego, que viria a ser restaurado em 1889, um ano depois da abolição da escravatura no resto do país.

Em 1999 Dragão do Mar recebeu a justa homenagem de ter seu nome usado para batizar o principal centro de cultura do Estado. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC), ocupa 33 mil metros quadrados de área na Praia de Iracema, com várias atrações culturais, como museus, teatro, cinema, e até mesmo um observatório astronômico. O CDMAC é ainda uma das atrações da noite de Fortaleza, com seus vários bares e restaurantes ao ar livre, e, parada obrigatória para quem visita a cidade.

Para informações a respeito da programação cultural do CDMAC, visite seu site.