Humoristas Cearenses: Falcão

enviado por Gilberto "Knuttz" Soares Filho

Sempre que eu penso no humor cearense me transporto para o final dos anos 1980/começo dos anos 1990, porque era uma época em que eu saia muito, e junto com amigos e amigas nos metíamos a assistir tudo de novo que aparecia. Foi àquela época que os shows de humor aqui na terra começaram a pipocar em vários bares e restaurantes. Tomávamos conhecimento de que um novo humorista estava fazendo um show não-sei-onde, e estávamos lá, conferindo.

Com Falcão não foi muito diferente. Tudo começou com aquelas fitas cassetes que se gravavam ao vivo em shows, tal qual se faz com uma nova banda que surge. Alguém conseguiu gravar um show e copiou a fita para um amigo, que copiou para outro, que copiou para outro, ad infinitum. Foi assim que eu tomei conhecimento do cantor Falcão. Um amigo que agora não lembro mais me passou uma dessas fitas e disse que era engraçado.

Falcão é um cara de 1,93 de altura, bem acima do biótipo brasileiro e chamaria atenção ao entrar numa sala, mesmo que estivesse vestido de forma normal. Mas da maneira que ele anda, com paletós de cores fortes e um girassol gigante enfeitando a lapela, e com a indefectível cara de sonso, é impossível entrar sem ser notado em qualquer local, e sem provocar risos.

Quem vê Marcondes Falcão Maia, cearense de Pereiro e nascido em 1957, não deve conseguir imaginar que ele é um arquiteto de profissão que enveredou pelo caminho do humor, no caso humor com música. Seu estilo é espalhafatoso e faz troça com o gênero musical tão apreciado pela turma da fossa, a música brega. Aliás, seu primeiro grande sucesso foi uma versão da famosíssima “Eu não sou cachorro não”, de Waldick Soriano, que na versão de Falcão se chama “I am not dog no!”.

O primeiro CD de Falcão, “Bonito, lindo e joiado” foi uma produção independente lançada em 1992. O disco fez tanto sucesso que chamou a atenção de uma grande gravadora. Nestes vários anos de carreira foram pelo menos 9 discos lançados, mais de um milhão de cópias vendidas e apresentações nos principais programas da televisão brasileira. Além de compor e cantar, Falcão também já atacou de escritor com seu livro ‘Leruaite’, que em ‘cearês’ que dizer ‘conversa’, ‘bate papo’, e segundo ele, “isso é muito pouco perto do que vêm por aí”.

Site do Cantor/Humorista: http://www2.uol.com.br/sitedofalcao/

Humoristas Cearenses: Chico Anysio

enviado por Gilberto "Knuttz" Soares Filho

Alberto Roberto o ator que trocava as letras e palavras, Azambuja o malandro carioca, Bento Carneiro o vampiro brasileiro, Bozó o funcionário da Rede Globo, o Jovem revoltado, Justo Veríssimo o corrupto, Painho o pai de santo gay, Pantaleão e suas histórias absurdas, Popó, Salomé, Seu Bixiga, Nazareno, Tavares, Tim Tones, Veio Zuza , Professor Raimundo o mestre da escolinha que leva seu nome, e isso são apenas algumas das marcante personagens deste grande humorista que é Chico Anysio.

Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, o Chico Anysio, marcou com pluralidade sua carreira, interpretou homens e mulheres de todas as raças, credos e opções sexuais nos programas Chico City, Chico Total e Chico Anysio Show, e trabalhou lado a lado com vários dos grandes nomes do humor e da teledramaturgia nacional, Paulo Gracindo e Grande Otelo, para citar apenas dois.

Como outros cearenses famosos, Chico ganhou cedo o mundo, aos oito anos de idade foi para o Rio de Janeiro e já na década de 1950 ingressou no rádio, escrevendo diálogos e no cinema, atuando em alguns filmes da Atlântida Cinematográfica. Na televisão Chico ingressou em 1957, e ainda hoje, mais de sessenta anos depois, ainda atua. Nesta página do Google, podem ser vistos vários vídeos do humorista, desde entrevistas até shows e esquetes de televisão.

A veia artística é forte para Chico, sua irmã Lupe Gigliotti, e alguns de seus filhos, como Lupe de Paula, André Lucas e Bruno Mazzeo, estão no show business. Chico ainda tem uma ativa agenda de shows, e neste link você poderá acessá-la e ver por quais paragens o humorista está, ou estará. Divirtam-se ;-)